A situação de adoção é encontrada em muitos dos principais
heróis que povoam a religião, como na tragédia e mitologia greco-romana,
ou ainda na literatura infantil.
Moisés, o ""filho das águas"', escolhido por Deus para
libertar o povo hebreu, adotado pela filha do faraó, foi criado como
membro da corte egípcia. Tal condição de membro da corte, adquirida
através da adoção, facilitou sua missão de retirar os escravos hebreus
do Egito, rumo à Terra Prometida( Êxodo).
Hércules, filho de Zeus, com Aicmena, foi abandonado
por sua mãe, temente dos ciúmes de Hera, esposa de Zeus. Este tentando
dar à união com Alcmena o signo da legitimidade, fez o menino sugar
o leite imortal da esposa Hera, do qual Hércules obtém a força que lhe
permite realizar os doze trabalhos.
Os gêmeos abandonados Rômulo e Remo, fundadores de
Roma, segundo o mito, depois de abandonados no Tibre, foram amamentados
por uma loba e , posteriormente, criado por pastores.
Na literatura infanto - juvenil, Super Homem, herói
amplamente divulgado no cinema e na televisão, foi abandonado por seus
pais biológicos que desejavam salvá-lo da destruição cósmica que seu
planeta, Krípton, estava prestes a sofrer. Enviado ao Planeta Terra,
é encontrado por um casal estéril que o adota.
Também nos desenhos animados, encontramos personagens
que, uma vez perdendo seus pais, encontram em figuras bem diferentes
de si o cuidado e o apoio necessário para se desenvolverem em família,
como o rei leão que adotado por um rato do deserto e outros animais,
pode desenvolver plenamente as suas potencialidades.