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AUTOESTIMA
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Propagandas, programas de televisão, livros de autoajuda, panfletos de tratamentos (alternativos ou não) e tantos outros meios de comunicação se utilizam frequentemente da palavra AUTOESTIMA. Podemos definir autoestima como o conceito que temos de nós mesmos, o quanto gostamos de quem somos, e do que nos tornamos, é uma avaliação de nós mesmos positiva ou negativa. Entretanto, este conceito é formado a partir das relações que estabelecemos com o mundo que nos cerca, incluídos neste mundo, fazendo e sendo feitos por ele, somos atravessados por conceitos e valores culturais. Quando comparamos aquilo que é a nossa vida com essas "expectativas", esses ideais sociais, muitas vezes nos achamos aquém daquela imagem que foi construída. Esquecemo-nos que o ideal é inatingível ao ser humano, e que ser no mundo é estar exposto a este mundo, errar e falhar, desconstruir e reconstruir, cair e levantar. É importante lembrarmos que até mesmo os deuses da Grécia Antiga erravam, nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos, então quem somos nós, meros mortais para tentar alcançar a perfeição? Temos que fazer o melhor que podemos, mas analisando os dados reais da situação em que nos encontramos, tendo consciência de nossa própria capacidade, e também de nossos limites. Atualmente isso tem se tornado cada vez mais difícil em nossa sociedade, pois a demanda por agilidade, rapidez e eficiência muitas vezes nos cega para nós mesmos, Acabamos nos atropelando. Uma boa dica é parar e olhar os aspectos reais da situação. dar a ela o seu verdadeiro tamanho, uma dimensão dentro das possibilidades de cada ser individualmente. Fazer uma lista, daquilo que a situação exige e da capacidade para a resolução do problema, pode ajudar. As situações sempre fugirão ao nosso controle, isto é um fato. Afinal, estar vivo é estar lançado em um mundo com infinitas possibilidades. Ter de escolher ser uma dessas possibilidades já é motivo de sofrimento, algumas pessoas encaram isso com mais ou menos dificuldades, mas a dor é inerente ao ser humano. A angústia nos constitui. É o contato com essa angústia de existir que nos amadurece como pessoas, pois quando nossa autoestima fica "balançada" conseguimos nos distanciar e ver a posição que ocupamos no mundo e nas relações. Na sociedade pós-moderna tanto mulheres quanto homens se preocupam em demasiado com esses problemas corriqueiros, pois um dos valores vivenciados é que se vale mais pelas aparências e por aquilo que temos de poder aquisitivo, do que por aquilo que se é como pessoa. Vencer isso em nosso cotidiano é um trabalho árduo, mas possível. Um dos caminhos possíveis é, antes de tudo, saber quem você é, que valores defende, de que forma ocupa seus espaços no mundo, e quais as suas contribuições para a vida. Fortalecer-se a partir de si mesmo e não dos outros. O medo ou a confiança em excesso nos vedam para as diferentes possibilidades existentes no mundo, ficamos com vários "pontos cegos" em nós mesmo. Esse pêndulo é de difícil equilíbrio, mas o autoconhecimento pode colaborar, e muito, para este equilíbrio. Temos tendência a pensar que uma criança precisa da mãe para lhe ceder um lugar dentro do contexto social. Um adolescente procura o seu lugar próprio e muitas vezes para consegui-lo sente a necessidade de se impor mais, de contestar para que possa se firmar, o que não, necessariamente, quer dizer que os mais jovens sejam mais confiantes. em algum momento da vida. O adulto percebe que teve conquistas e teme perdê-las, afinal seu lugar tão batalhado foi conquistado. Entretanto isso varia muito de pessoa para pessoa, depende muito da história de vida de cada um. Encontramos vários jovens extremamente inseguros, outros muito bem conformados com seu papel social de transição adolescente, adultos extremamente confiantes, e até mesmo arrogantes. Shakespeare dizia que "maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou". É importante conhecer a nós mesmos e sabermos nosso real tamanho. Quem consegue
manter a autoestima elevada se mantém aberto às possibilidades
que surgem, pois muitas vezes elas aparecem de forma sutil. Aquele que
"se deixa abater" pode acabar entrando em um "ciclo vicioso"
e se vitimizar diante da vida que se apresenta. Foca sua atenção
em aspectos que não lhe beneficiarão. Entretanto, minimizar
grandes problemas e tentar ignorá-los também não
é uma saída saudável. O interessante mesmo é
conseguir equilibrar os sentimentos para estabelecer uma visão
consciente da realidade. Encarar o problema com seriedade e solucioná-lo
para não virar uma bola de neve.
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