Quantas vêzes por semana é normal?

 

SEXO DA MODA, COMPULSÕES

Quantas vezes uma pessoa normal mantem relações sexuais? Por dia, por semana, por mês, por ano? Esta pergunta muitas vezes é feita ao psicólogo, porém muitas mais vezes é feita para si mesmo, com medo e dúvidas sobre seu desempenho.

Muitos internautas que visitam o site e lêem algum artigo sobre sexualidade fazem-me perguntas que têm vergonha de fazê-las pessoalmente a mim ou a outro sexólogo ou ao ginecologista ou urologista.

É necessário saber antes, que sexualidade você quer ter, a da propaganda ou a que é melhor para o casal?

Pessoas inseguras de seu potencial, de suas qualidades e de serem merecedoras de amor eterno, preferem a sexualidade da moda. Isto que dizer que preferem ter o desempenho sexual que é aceito pelas revistas, pelos programas de T.V., pela maioria. E estas pessoas merecem o meu respeito.

Devo dizer-lhes que é possível melhorar o desempenho sexual de homens e de mulheres. Mulheres que brigam com o marido minutos antes de se deitarem (para evitarem qualquer possibilidade sexual), que têm dores de cabeça ou que (inventam, para evitar) estão menstruadas outra vez ou que estão usando novamente outro creme intra-vaginal, podem passar a ter disposição sexual igual a de seu parceiro e ficarem felizes por isto, não tendo que mentir. O mesmo ocorre com homens, pois ao contrário do que se imagina, hoje são os homens que passaram a ter dores de cabeça, a assistir T.V. até mais tarde e a arrumar uma briguinha de última hora, com medo do mau desempenho sexual.

Medicamentos mágicos, tratamentos mágicos, produtos mágicos não faltam.

A Terapia Sexual realmente ajuda casais a melhorarem sua felicidade sexual, mas não é mágica e depende muito da participação do par conjugal tanto na frequência às sessões de terapia quanto mais ainda no desenvolvimento das tarefas planejadas durante as sessões. Casais em conflitos, pouco se beneficiam da Terapia e devem antes do assunto sexual, resolverem suas dificuldades de relacionamento afetivo. Um meio para isto é a Terapia de Casais.

Os casais com bom relacionamento afetivo podem melhorar a qualidade de sua vida sexual, melhorar seu desempenho com curta duração de Terapia Sexual.

É importante antes de tudo ter expectativas saudáveis. Não é necessário transformarem-se em atletas sexuais. O objetivo saudável é o de obter o máximo de si e não das estatísticas. Casais saudáveis, entre 25 e 55 anos mantém 2 relações sexuais por semana, mas isto não garante qualidade. É muito importante que o momento sexual seja de encontro de dois seres que naquela união tornem-se "UM" e experimentem estarem completos, plenos, e que mais do que o prazer sexual naquele momento sintam o amor como elemento de união, que os cola, os gruda, inseparavelmente.

A "compulsão sexual" leva as pessoas a desejarem várias relações sexuais por dia.

O compulsivo sexual não tem noção de que mesmo tendo tanta energia para o sexo, mesmo tendo tantas ereções, mesmo tendo tantos orgasmos, sua necessidade sexual seja patológica e que deverá tratar-se para chegar a um nível normal. Compare este complusivo ao compulsivo alimentar. Alimento é bom e gostoso, mas é visível quando a pessoa exagera nos limites.

A "evitação sexual fóbica" mais comum entre as mulheres, leva pessoas a evitarem as relações sexuais por meses.

Motivos diferentes levam algumas pessoas, principalmente mulheres, a diminuirem o desejo e à evitação do sexo. A evitação é tão grave em algumas pessoas, que sofrem verdadeiro pânico quando o sexo é inevitável. Algumas mulheres deslizam pela cama como cobras toda vez que o pênis se aproxima. Tem sudoreses frias, taquicardias, dispnéias e desespero. Sentem-se bem em uma vida sem sexo e chegam a formular frases assim: "se me amasse mesmo, não ia querer fazer isto comigo". Elas não percebem, mas é visível que não é normal. Também acontece com homens.

Casais "conflitantes ou disfuncionais" conseguem fazer que seus momentos sexuais sejam as continuações das inúmeras brigas do seu dia-a-dia, transformando este precioso momento em jogo sado-masoquista onde um quer impor sexo por maldade e o outro quer recusar por maldade.

Se o relacionamento afetivo ou o sexual vai mal, a solução não está na onda de hoje, ou na moda de hoje: divertir com um outro, trair. Assim apenas muda-se o endereço do problema. É melhor avaliar seu casamento e tentar corrigí-lo se necessário. Dá menos trabalho corrigir do que começar com outra pessoa.

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Jones Gomide, 50, é sexólogo, psicólogo, psicoterapeuta de casais, , diretor da Psiquê Psicologia Geral.