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REFLEXÕES
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REFLEXÕES PARA UM ANO PLENO E MAIS PRAZEROSO
A
vida se dá em ciclos; dias, meses, anos... O
início de mais um ano suscita o desejo de fazermos um "balanço"
acerca de nossas vivencias, dificuldades, sonhos e realizações. Fazer
os exames médicos adiados a tempo, realizar a tão sonhada
viagem, o corpo malhado na academia que tantas vezes fora paga e tão
pouco freqüentada...Ah! E o regime! Adiado sempre para a próxima
segunda-feira! E o companheiro
que não entende as mudanças de humor da esposa, as dores
de cabeça, a T.P.M a insatisfação... Quem é esse homem que deve ser o companheiro fiel, o pai cuidadoso, o amante voraz (bem dotado), o amigo (assexuado), disponível para ir às compras, interessado nos intermináveis discursos femininos, bem humorado, com o limite do cheque especial estourado, o cartão de crédito arruinando o salário... Desejando magicamente ser outro homem, em outra cidade, outro país ou quem sabe outro planeta, sem contas, obrigações, desentendimentos... (o nirvana!) E a mulher
do século XXI, cansada da dupla, tripla jornada, frustrada pelos
filhos que não teve, preocupada e culpada pelos que tem e não
pode acompanhar como gostaria. E se não tiver marido?! É aquela que nos dias de hoje ainda é discriminada! Nas festas de confraternização, principalmente as familiares, todos perguntam se ainda está "sozinha".... (nunca ninguém questionou se esse é seu desejo!). O homem que não tem mulher precisa sair à caça todos os finais de semana (senão é boiola). Deve "traçar" todas, mas para isso precisa ter carrão! (mesmo que se enforque nas prestações!). Usar roupa bacana, perfume importado e ainda dizer aos amigos que ainda está sozinho porque não encontrou a mulher "ideal". Há 50 ou 60 anos atrás, se sabia exatamente o que esperar dos homens e mulheres. Eles deviam ser o provedor da família, demonstrar autoridade e domínio. Exercer sua sexualidade numa casa de "mulheres da vida", "respeitar" a esposa que naquele tempo, diferente de hoje, devia ser frígida... (ter orgasmos não era coisa para mulher de família!). As meninas eram criadas desde cedo a serem boas donas de casa, tinham de saber bordar, cozinhar, costurar, acatar os desejos e determinações do seu "amo" senhor... Ter filhos, muitos filhos, assim não teria tempo para "futilidades" e nem traição! (doce ilusão!). Hoje mais do que nunca homens e mulheres estão em crise... Passamos por um momento histórico de grandes transformações, o que causa desconforto, instabilidade, inúmeras discussões e uma grande sensação de vazio existencial. 30% das
famílias no Brasil são mantidas por mulheres que se vêem
obrigadas a deixar suas proles, horas a fio numa escola, ou com alguém
pago ou não para cuidar delas. Insegura, sem saber quais valores
morais estão sendo ensinados, com medo da violência, dos
estupros e de todas possibilidades macabras que a mídia insistentemente
propaga. Tem também o peso da responsabilidade, o dilema de ser
mãe/pai muitas vezes. A necessidade de racionalizar, ser prática,
diminui a intuição, a disponibilidade de acolhimento,
a contemplação e a organização, próprios
do "feminino", mas não exclusivos da mulher! Os tempos
são outros, não que seja melhor ou pior que outrora, apenas
diferente, mas que demanda posturas diferentes daquelas que aprendemos
e acreditamos. "Alguma coisa está fora da ordem - da nova ordem social" As pessoas buscam a ajuda de profissionais especializados para poderem identificar e reorganizar seus papéis sociais. Aprendem a mobilizar novos recursos para lidar de modo mais efetivo com as implicações emocionais decorrentes desse processo de transformação mundial. Pequenas mudanças de visão e atitudes fazem uma grande diferença na qualidade e satisfação da sua vida pessoal, sexual, afetiva e social. Aproveite
o início de um novo ciclo e escolha ser mais feliz! "Um homem pode viver muito e não viver. Encontrar satisfação na vida não depende do número de anos que se tem, mas da vontade".
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